quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Cardiotocografia - CTG

Hoje foi o primeiro dia em que fiz o famoso CTG. Não me sinto ansiosa com o final de gravidez, aliás, contrariamente ao que pensava antes de engravidar, estou a gostar muito desta fase da minha vida e sei que vou sentir muitas saudades de sentir o MCR na minha barriga (sim porque ele não pára 😊). Mas o dia de hoje fez-me pensar que estamos quase a tê-lo nos nossos braços, então quando fomos agendar as próximas consultas, e só faltam 2!!! Como o tempo voa, passou tão depressa, apesar de ter trabalhado até há duas semanas atrás, consegui aproveitar a gravidez, o que me deixa muito feliz. 

Apesar desta gravidez ter sido planeada, não posso dizer que foi por sentir o meu relógio biológico. Aliás, sempre soube que se estivesse à espera desse dia talvez nunca engravidasse. Estava numa fase profissional muito feliz e podia ter adiado, mas fiz 30 anos e não queria adiar muito mais. Gostava de ter mais do que um filho (gosto de ter uma família grande), os meus pais já me tiveram tarde e quero muito que eles possam usufruir de um neto e quero que um neto deles receba todo o amor e ensinamentos que eles têm para lhe dar. E em relação à minha profissão, tenho o exemplo da minha mãe e de tantas outras que não abdicaram de ser mães e ótimas profissionais, portanto também hei-de conseguir!

Este exame, o CTG, é de grande importância pois permite registar em simultâneo e em contínuo tanto a frequência cardíaca fetal como a contractilidade uterina, sendo o primordial objetivo avaliar o bem-estar fetal. É um exame indolor e que não causa nenhum problema à mãe e ao bebé. Caso o bebé coopere, o exame tem a duração de 20 minutos, se este demonstrar uma boa vitalidade até pode ser um pouco mais curto, no entanto, se tiver na hora do descanso podem ter que prolongar por mais 20 minutos e pedir à mãe para comer algo doce ou mexer-se um pouco. No meu caso, penso que tive lá uns 15 minutos, ele não pára quieto (como o pai diz: está a treinar, a fazer ginásio, para nascer forte!). Na maioria dos casos o CTG faz-se a partir das 38 semanas, mas em determinados casos, pode ser realizado mais cedo: no nosso caso por existir ameaça de parto pré-termo (ele andava com vontade de conhecer o mundo mais cedo); quando o bebé parece mais pequeno que o esperado; quando a mãe tem hipertensão arterial ou diabetes; numa gravidez gemelar; entre outros. 

Primeiro CTG (11-01-2017)

Posteriormente, fomos à consulta e o meu médico analisou o resultado do exame (estava tudo ótimo), verificou o volume de liquido amniótico e o útero (está tudo dentro da normalidade) e fez o toque: e ele subiu um pouco 😄! O repouso surtiu o efeito desejado!!! Agora é manter tudo para ele crescer mais um pouco e ainda estar mais um pouco no quentinho que faz frio cá fora ⛄.


E pronto saímos ambos muito felizes (eu e o meu namorado) e como hoje é o dia de se agradecer: OBRIGADA MCR pela gravidez que me estás a proporcionar!

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