segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Alimentação na gravidez

Este sempre foi um tema que me preocupou, mesmo antes de pensar em querer engravidar. Até aos meus 14/ 15 anos era muito gordinha (o máximo que pesei foi 80kg) e após a viagem de finalistas do 9º ano decidi que queria perder peso. 

Nessa altura, entre algumas loucuras típicas da idade, fui começando a emagrecer. Desde então perdi peso e mantive, oscilava pouco e o normal era pesar aproximadamente 60-63 kgs. 

No verão de 2015, decidimos que no início de 2016 iríamos começar a tentar engravidar, pelo que havia consultas a agendar para tratar/ prevenir eventuais problemas. Assim as minhas prioridades foram: dentista, ginecologista e nutricionista. 

Eu sempre tive uma tendência para engordar muito grande, pelo que tenho um cuidado com o que como diariamente (claro que há alturas em que não sou tão rigorosa) e o exercício físico é uma constante. Como sempre ouvi dizer que na gravidez existe uma enorme vontade de comer e nunca tinha ido a uma nutricionista decidi que aquela era a altura ideal para consultar uma. O objetivo era simples: chegar aos 57-58kgs, para quando engravidasse e no final da gravidez não atingir os 70kgs (até posso ficar com 69.998kgs 😂). 

http://www.topblog.com.br/saude-e-bem-estar/autoestima-e-peso-a-obsessao-da-balanca/

A escolha da nutricionista não foi muito difícil, falei com uma amiga minha, que me mostrou o seu plano alimentar, achei-o simples de realizar, as restrições faziam sentido, e não tinha "coisas estranhas" e difíceis de encontrar nos supermercados. Assim agendei com a Drª Mariana Abecassis (a nutricionista da Carolina Patrocínio). Ela é uma querida, super acessível, atenciosa e esclarecedora, adorei-a. Na altura pesava 63kg e sem dramas nem metas "parvas" atingi o meu objetivo inicial com relativa facilidade. Verifiquei que o meu problema eram os lanches, não comia o que devia e nos momentos certos a meio da manhã e da tarde, as restantes refeições já era o que fazia.

Engravidei e continuei a ser seguida por ela. Até outubro, engordei 1kg por mês. No final de novembro fui ao meu ginecologista e tinha aumento 2 ou 3kgs e ele disse que para evitarmos um descalabro no final da gravidez devia agendar com outra nutricionista a pedir uma segunda opinião, e sugeriu a Drª Rita Talha (costuma acompanhar muitas grávidas). Fiquei tão triste/ decepcionada/ preocupada que agendei logo para aquele dia consulta. Contei tudo o que estava a fazer e basicamente ela só me manteve o pequeno almoço e almoço, todas as outras refeições foram alteradas. A primeira impressão que tive foi: VOU MORRER À FOME! Até porque gosto muito de mastigar e os lanches não continham assim grande coisa que desse para mastigar. Não cumpri a 100%: as gelatinas e iogurtes não eram os da marca sugerida e os jantares também não foram nem são tal e qual o sugerido (as sopas não tinham só os ingredientes referenciados e sempre comi uma proteína e uma peça de fruta). A verdade é que emagreci quase 2 kgs e mantive esse peso até ao início de janeiro. Atualmente peso 67,5kg, portanto se tudo correr bem não chegarei aos 70kgs 😃!

https://familia.com.br/4973/o-que-comer-quando-vocecirc-estaacute-graacutevida

Em conclusão, o meu MCR sempre cresceu de acordo com o esperado e eu nunca fui muito rigorosa mas fui conseguido manter o peso tal como era esperado. O que para mim era muito importante para manter a minha sanidade mental. 

Ambas as nutricionistas fizeram planos de acordo com os meus objetivos pessoais e clínicos, deram soluções relativamente fáceis de serem cumpridas e foram muito atenciosas. Resumindo, aconselho pelo menos uma consulta no nutricionista no início da gravidez, para sabermos alternativas saudáveis e mantermos uma dieta equilibrada com os nutrientes mais importantes nesta fase tanto para a mãe como para o bebé. 


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